Começamos hoje, primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, ou seja, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, nosso Pastor, que nos guia na história rumo ao cumprimento do Reino de Deus.Por isso este dia tem um fascínio especial, faz-nos ter um sentimento profundo do significado da história. Redescobrimos a beleza de estar todos a caminho:
. a Igreja, com a sua vocação e missão,
. a humanidade inteira,
. os povos,
. a civilização,
. as culturas,
. todos a caminho através das veredas do tempo.

Este caminho nunca está concluído.
Como na vida de cada um de nós há sempre necessidade de voltar a partir, de se erguer, de reencontrar o sentido da meta da próxima existência, assim para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum para o qual estamos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para percorrer um bom caminho.
O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, restitui-nos o horizonte da esperança:

. uma esperança que não desilude porque está fundada na Palavra de Deus.
. uma esperança que não decepciona, simplesmente porque o Senhor nunca desilude! Ele é fiel!

Ele não desilude! O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida, é a Virgem Maria. Uma simples jovem de aldeia, que tem no coração toda a esperança de Deus!
No seu seio, a esperança de Deus assumiu a carne, fez-se homem, fez-se história:
. Jesus Cristo.

O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus a caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe guiar-nos.

Deixemo-nos orientar por Ela neste tempo de espera e de vigilância laboriosa.

PAPA FRANCISCO