Paróquia 2017-02-20T21:17:41+00:00

SECRETARIA CARTÓRIO PAROQUIAL

HORÁRIO DE ATENDIMENTO

Atendimento de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h30 às 19h.

ATENDIMENTO PÁROCO

Atendimento e marcação de datas de casamentos e baptizados, quinta-feira das 16h às 19h no Centro Paroquial.

MARCAÇÃO CASAMENTOS E BAPTISMOS

Durante o atendimento do pároco às quintas-feiras.

MARCAÇÃO FUNERAIS

As marcações de funerais são realizadas no horário de atendimento da secretaria.

CONHEÇA-NOS

P. CARLOS ROSMANINHO
P. CARLOS ROSMANINHOPároco
Na Paróquia do Espírito Santo desde 2002.
MARIA JOÃO CACHEIRINHA
MARIA JOÃO CACHEIRINHAResponsável Igreja Matriz
Coordenação e cuidado da logística da Igreja.
VIRGÍLIO GONÇALVES
VIRGÍLIO GONÇALVESCartório
Apoio ao Pároco na administração da Paróquia.

IGREJA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO

Construção do início do século XV, com posteriores reconstruções. Originalmente de nave única e linhas sóbrias onde se destacava um campanário possuía um alpendre construído sob pilares com peitoril de pedra que a circundava entre a porta principal e o alçado lateral sul. Entre 1528 e 1534 sofreu obras de remodelação, sendo dessa altura a construção da abóbada da capela-mor em alvenaria de características manuelinas, cujas chaves de pedraria ostentam ao centro, um vaso florido e nos bocetes secundários motivos vegetalistas. No século XVII foi profundamente remodelada sendo desta altura a edificação da segunda torre, a abertura das portas laterais, a construção do guarda-vento bem como da arcaria interna que a divide em três naves de abóbada de berço separadas por arcos de volta perfeita e quatro colunas toscanas. Nesta altura foi azulejada com um revestimento do tipo tapete de que chegou aos nossos dias somente o conjunto existente na abóbada do guarda-vento que possui ao centro um registo com a imagem de Nossa Senhora do Rosário. Nova campanha de obras desta vez no século XVIII, revestiu-a de um belo conjunto azulejar que se desdobra em duas grandes temáticas iconográficas – a vida da Virgem, a intervenção do Espírito Santo e as prefigurações eucarísticas. Exteriormente a igreja tem a fachada principal demarcada por duas torres sineiras, com cunhais de cantaria, rematadas por coruchéus de abóbadas facetadas com fogaréus nos acrotérios. O portal principal apresenta-se com uma estrutura quadrangular ladeado por duas colunas coríntias sendo sobrepujado por um frontão triangular com três pináculos piramidais sem qualquer decoração, anuncia um janelão gradeado que ilumina o coro, tendo por cima uma lápide epigrafada com a legenda Concelho 1604. O portal lateral sul diferencia-se do principal por apresentar uma decoração jónica nas impostas do arco e nas colunas que o ladeiam. Todo o conjunto é rematado por um frontão decorado axialmente por relevos: a pomba do Espírito Santo envolta num medalhão circular ladeada por dois querubins, símbolos da perfeição espiritual.
Imóvel de Interesse Público – 30/11/1993 .

IGREJA DA MISERICORDIA

Construção do século XVI, com posteriores reconstruções. De estrutura chã muito simples e obedecendo a um plano construtivo bastante modesto, a sua edificação foi autorizada por carta régia de D. Sebastião, em 1571. No século XVII foi o interior da mesma revestido até 2/3 de altura com azulejos de padronagem tipo tapete de grande impacto decorativo em tons de azul e amarelo completado com barra de guarnição e bordos de cadeia que percorrem toda a nave. Durante as obras de restauro ocorridas no último quartel do século XX foi descoberto no interior do nicho da tribuna do altar-mor um dos antigos painéis do retábulo maneirista figurando a Visitação da autoria de Tomás Luís. A imagem que hoje em dia se encontra no nicho do altar-mor representando Cristo crucificado foi alvo de grande devoção a partir de 1 de Novembro de 1755, uma vez que estando a localidade invadida pelas águas do Tejo em consequência do maremoto que o terramoto causou, a população saiu em procissão com a mesma e a cheia começou a diminuir voltando o rio ao seu leito natural. No pavimento da capela-mor encontra-se ao centro do supedâneo do altar a sepultura quinhentista do primeiro provedor da Santa Casa, Nuno Alvares Pereira.
Imóvel de Interesse Público – 30/11/1993.

ERMIDA S. SEBASTIÃO

Construção do século XIV, com posteriores reconstruções. Tradicionalmente referenciada como a mais antiga da Cidade, foi desde a sua edificação propriedade do Concelho tendo a sua manutenção sido sempre da responsabilidade do Município. Foi sede de paróquia até à construção da atual Igreja Matriz, e ao longo da sua existência sofreu profundas remodelações arquitetónicas. Edifício desde sempre marcado por uma forte austeridade conforme se pode constatar pelas descrições existentes, foi no século XVII intervencionado tendo adquirido a estrutura sóbria e despojada que caracteriza a arquitetura maneirista chã. Em termos exteriores a fachada é rematada por empena angular em cornija, encimada por um óculo quadrilobado, exibindo ao centro um portal de moldura reta, flanqueado por duas pequenas janelas gradeadas.

ERMIDA SENHOR DOS AFLITOS

A ermida, de nave única revela uma preocupação estética, o seu interior é de grande simplicidade destacando-se o arco triunfal que separa a capela-mor do resto da ermida. Na capela-mor observa-se um retábulo de madeira polícroma com frontão triangular de características neoclássicas decorado no vértice e no tímpano, onde se pode observar uma belíssima imagem de Cristo crucificado em marfim de modelo agonizante que remonta possivelmente ao século XVII-XVIII e é um notabilíssimo trabalho indo-português. Do recheio da ermida faz ainda parte uma imagem de Nossa Senhora da Piedade em madeira polícroma com um belíssimo estofado, datada do século XVII. Embora a sua anterior invocação fosse Nossa Senhora das Dores conforme se pode constatar pelo medalhão existente sobre o portal principal, a actual invocação reflecte a enorme devoção popular à imagem do Salvador Crucificado sob a denominação do Senhor Jesus dos Aflitos.

HISTÓRIA

No século XIV a vila de Aldeia Galega tinha como matriz a ermida de São Sebastião. No entanto, e tendo em conta o crescimento populacional que então se fazia sentir, os habitantes da vila edificaram, a expensas próprias, uma nova igreja matriz dedicada ao Espírito Santo, que era também orago da freguesia (ALEIXO, 1997, p. 33). Este desenvolvimento populacional voltou a ser motivo de intervenções na igreja no início do século XVII. Em 1604 o Concelho de Aldeia Galega decidiu fazer obras de ampliação construindo a outra torre, a do relógio, e abrindo as duas portas laterais, conforme atesta a lápide que se encontra na fachada (RAMA, 1906, p. 13). A esta campanha pertence também a construção das naves laterais, das colunas e do guarda vento. Aliás, o registo em azulejos que se encontra na abóbada do guarda-vento tem inscrita a data de 1645.
Entre o final do século XVII e o início do século XVIII, a igreja do Espírito Santo viria a conhecer nova intervenção, desta vez eminentemente decorativa. Como tal, perderam-se algumas das soluções anteriores – azulejos enxaquetados -, apesar de outras se terem mantido, caso da abóbada de alvenaria da capela-mor, com chaves de pedraria de características manuelinas.
Assim, o templo actual apresenta planta longitudinal, com nave rectangular, e quatro capelas laterais, a que se justapõe a capela-mor quadrangular. Esta planimetria insere-se numa tipologia chã, muito semelhante a grande parte das igrejas paroquiais do início do século XVII. Denota, contudo, alguma erudição na sua “(…) vasta estrutura de três naves com quatro tramos de arcaria clássica de capitéis toscanos, a qual se integra ainda na tradição militarista sebástica das construções de um António Rodrigues, por exemplo” (SERRÃO, 2002, p. 216).
No seu interior destacam-se os diferentes conjuntos de azulejos azuis e brancos, ilustrativos de um programa cujas intenções iconográficas se encontram bem definidas no espaço do templo. Os painéis figurativos do revestimento do guarda-vento são alusivos a cenas da vida da Virgem. Os da nave, contêm representações da vida da Virgem, onde intervém o Espírito Santo, orago da igreja. A capela-mor apresenta figurações do Castigo dos Blasfemos e a Apanha do Maná, bem como uma cartela onde se pode ler o ano de 1708, que permite datar estes azulejos, atribuídos a António Pereira (os rodapés inscrevem-se na obra do Mestre P.M.P.). Nos espaços menos significativos, como a sacristia ou o coro, surgem motivos vegetalistas e esquemas enxaquetados, respectivamente. Destaque ainda para a capela de Nossa Senhora da Purificação com dois pequenos painéis Fuga para o Egipto e a Sagrada Família à Pesca, atribuídos a Manuel dos Santos.
Muito embora as estruturas das capelas da nave tenham sido progressivamente edificadas desde o século XV, os altares de talha barroca terão sido integrados no decorrer desta última campanha decorativa. O altar de São Pedro, um dos mais antigos (São Pedro é o padroeiro dos Pescadores, actividade de grande número de habitantes desta cidade) apresenta retábulo de Estilo Nacional, semelhante ao de Capela de Nossa Senhora da Piedade que lhe serviu de modelo (LUCAS, 1999, p. 7). Foi executado por António Martins Calheiros, mestre entalhador de Lisboa, segundo a escritura de obrigação realizada em Aldea Gallega, no escritório do tabelião António Mendes Pinheiro, no dia 24 de Fevereiro de 1701 (LUCAS, p. 10).
O retábulo principal, também em Estilo Nacional, apresenta trono de cinco andares, onde se exibe a imagem de Cristo. A tela dedicada ao Pentecostes, pintada no início de Seiscentos e atribuída à oficina de Diogo Teixeira ocupa, por vezes, a tribuna do retábulo, que se destinava à exposição do Santíssimo Sacramento.