Com alegria festiva, celebramos hoje o primeiro dia da semana, em que Jesus venceu a morte, ressuscitando glorioso. Pelo ano fora, em cada domingo, revivemos esta maravilha de Jesus Cristo estar vivo no meio de nós, graças à sua ressurreição, mistério que nos consolida na fé, que nos cabe testemunhar na vida concreta de seguidores do Ressuscitado.

Na leitura dos Atos dos Apóstolos encontramos um dos oito discursos de Pedro, em que resume a mensagem essencial que quer transmitir sobre Jesus. Aqui fala em Cesareia, na casa do centurião Cornélio, a um grupo de pagãos que se prepara para o Batismo. Fala como testemunha presencial do que viu e ouviu do Filho de Deus, que «passou fazendo o bem». Ter fé em Jesus não se pode separar do dar testemunho d’Ele fazendo o bem.

São Paulo caracteriza a vida do cristão, que acredita na ressurreição de Cristo, como alguém que não se resigna a viver terra a terra, mas que se afeiçoa às «coisas do alto». O cristão não pode ficar aprisionado pelas coisas materiais, nem se resigna a ser escravo do consumismo. Precisamos de cultivar os valores do espírito, a nossa dimensão interior, o verdadeiro amor que se comprova no serviço, ao jeito de Jesus, que afirmou: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve».

Jesus, diversas vezes, tinha anunciado que seria perseguido e morto, mas que ressuscitaria ao terceiro dia. Chegou a hora de verificar a verdade das suas palavras. Hoje, cabe-nos acompanhar Maria Madalena, Pedro e «o discípulo que Jesus amava», até ao túmulo, maravilhosamente vazio, porque Cristo, vencendo a morte, ressuscitou. Celebrar a Páscoa deve ser um ato de fé jubilosa, agradecendo o dom magnífico da ressurreição de Jesus, que um dia também nos há de ressuscitar a nós que o amamos e seguimos.