O Pentecostes encerra os cinquenta dias durante dos quais a Igreja celebra anualmente a Páscoa de Cristo.

 

Etapas decisivas da História  da Salvação, que  culminará com o regresso do Senhor no fim dos tempos, a Encarnação do Filho de Deus e a Sua ressurreição estão em estreita relação.

 

Anunciado pelas antigas Escrituras, prometido pelo Senhor em diversas ocasiões e, mais explicitamente, quando chegou «a hora de passar deste mundo ao Pai» o envio do Espírito imprime de certa maneira, o seu selo em todas as obras redentoras do Filho de Deus que «nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos; subiu ao céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso; donde há-de vir a julgar os vivos e os mortos».

 

A festa do Pentecostes celebra o mistério de Deus que resgatou o mundo por meio de Seu Filho, e o mistério da Igreja, corpo de Cristo.

 

No momento em que ia deixar visivelmente a terra, Jesus fala aos Seus da Sua nova situação no mundo depois da Sua partida: Ele não os abandona. Vai enviar-lhes o Espírito, o Defensor, para guiá-los pelo caminho que conduz à ressurreição junto d’Ele e junto do Pai.

 

O Espírito que os Apóstolos receberam também é dado a todos os crentes.

 

O Pentecostes não é um acontecimento do passado, por mais decisivo que tenha sido. É do presente: celebra Deus, Pai, Filho e Espírito Santo que, dia após dia, Se manifesta na terra e que se revelará em plena luz quando o Filho do homem voltar.

 

O Pentecostes é algo de quotidiano para os que, em Nome do Senhor, pedem ao Pai que lhes dê o Espírito prometido pelo Filho.

      Texto extraído do Missal Romano.