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«Deus só permite o mal para fazer surgir dele algo melhor.» (São Tomás de Aquino) (309-314, 324)

O mal no mundo é um mistério sombrio e doloroso. O próprio Crucificado perguntou ao Seu Pai: «Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mt 27,46) Muito dele é incompreensível. Mas de algo temos a certeza: Deus é cem por cento bom. Ele nunca pôde ter sido o autor de algo mau. Deus criou o mundo bom, embora ainda não aperfeiçoado. Com violentas falhas e penosos processos, ele desenvolve-se até à definitiva perfeição. Existe o chamado mal físico, como por exemplo, uma malformação congênita ou uma catástrofe natural, que, tendo em conta a bondade de Deus, permanece um mistério. O mal moral, por sua vez, atinge o mundo pelo abuso da liberdade. O «inferno na terra» – crianças-soldado, atentados suicidas, campos de concentração… – é geralmente operado por seres humanos. A pergunta decisiva não é, portanto, «Como se pode crer num Deus bom, se há tanto mal?», mas «Como poderia o ser humano, com coração e inteligência, suportar a vida neste mundo se não existisse Deus?» A morte e a ressurreição de Cristo mostram-nos que o mal não tem a primeira nem a última palavra: do pior dos males Deus fez surgir o bem absoluto. Nós cremos que Deus, no Juízo Final, acabará com toda a injustiça. Na vida do mundo vindouro, o mal não terá mais lugar e o sofrimento acabará